
Em determinadas fases da vida, percebemos que aquilo que sempre funcionou já não é suficiente. As respostas parecem escapar, as emoções se intensificam e seguir em frente pode se tornar mais difícil. Ao longo dos anos, acompanhei pessoas atravessando perdas, mudanças, conflitos, adoecimentos e recomeços. Em cada encontro, meu compromisso sempre foi oferecer uma presença ética, acolhedora e atenta às particularidades de quem chega.
Sou Ana Amorim, psicóloga em Belo Horizonte, com 14 anos de atuação clínica. Foi nessa caminhada que compreendi a psicoterapia como um encontro em que cada pessoa pode olhar para sua história com mais cuidado e ampliar a compreensão sobre si mesma.
A Psicologia Artesanal nasce dessa compreensão. É uma forma de fazer clínica que parte da convicção de que cada percurso se constrói de um jeito próprio. Assim como um trabalho artesanal, a psicoterapia vai sendo tecida na relação entre terapeuta e paciente, com escuta, presença e respeito ao tempo, à história e às necessidades de cada pessoa.
A vida não é uma constante, mas um eterno oscilar. Somos continuamente convidados a aceitar, adaptar-nos e criar a partir do que nos acontece. Quando os recursos que costumavam nos sustentar deixam de funcionar, é comum atravessarmos períodos de crise. Podemos nos sentir confusos, desorganizados e em busca de algo que devolva direção, segurança e sentido.
Nessas horas, é natural desejar uma resposta rápida ou uma única solução. Mas, na maioria das vezes, a vida nos apresenta diferentes possibilidades. Algumas exigem coragem para serem vividas; outras já cumpriram seu papel e pedem para ser encerradas. A psicoterapia favorece o reconhecimento dessas possibilidades e a construção de escolhas mais conscientes.
Os obstáculos, as mudanças de percurso e as incertezas também fazem parte da experiência humana. Quando conseguimos nos aproximar dessas vivências com curiosidade e abertura, compreendemos melhor nossos medos, vulnerabilidades e potencialidades, integrando diferentes aspectos de quem somos.
A psicoterapia não tem como propósito eliminar as dores que fazem parte da existência humana. Ela não busca negar o sofrimento, mas dar lugar a ele, compreendê-lo e encontrar maneiras mais possíveis de atravessá-lo. É um espaço onde aquilo que foi vivido pode ser elaborado, permitindo novas formas de nos relacionarmos conosco, com os outros e com a vida.
Se você sente que este é um tempo de rever perspectivas, estarei ao seu lado nesse processo. Por meio de uma postura de respeito à sua experiência e de um vínculo terapêutico seguro, convido você a revisitar sua história e construir novas formas de compreendê-la. Muitas vezes, é nesse movimento que novas possibilidades começam a surgir.
Se algo neste texto encontrou ressonância em você, talvez seja o momento de iniciar essa conversa. Estarei disponível para acolher o que está sendo vivido e acompanhar você na construção de novos sentidos.

Olá, eu sou a Ana Amorim...
Tenho 48 anos, sou mãe, formada em Turismo e Psicóloga. É dessa composição de experiências, histórias e aprendizados que também nasce a forma como estou presente nos meus atendimentos.
Como já disse Jung, “a gente só vai com o outro até onde conseguimos chegar”. Essa frase acompanha minha compreensão sobre o encontro terapêutico: a possibilidade de acompanhar alguém depende também do quanto estamos dispostos a olhar para nossa própria trajetória.
Meus caminhos nem sempre pareceram apontar para uma mesma direção. Por vezes, minhas escolhas pareciam distantes entre si, mas, com o passar do tempo, compreendi que todas elas contribuíram para me trazer até este lugar onde hoje estou. Um lugar que reconheço como parte de uma construção contínua. E sigo...
Minha aproximação com o trabalho terapêutico começou há 23 anos, a partir do interesse por abordagens integrativas. Estudo Psicologia há 22 anos e atuo na clínica há 14 anos. Sou Mestre em Conjugalidades Contemporâneas e tenho formação em Terapia Breve Estratégica e Sistêmica (Ericksoniana), Focalização, Terapia Informada sobre o Trauma e regulação emocional. Também possuo formação em Psicologia do Puerpério e em Intervenções Psicoterapêuticas em situações de crise emocional e luto.
Essa trajetória, construída entre diferentes saberes e experiências que levo, inevitavelmente, para cada encontro terapêutico.
Como eu trabalho
Como terapeuta Breve Ericksoniana, trabalho com o cliente a partir de onde ele está, auxiliando-o a des-cobrir e transformar suas resistências e aspectos saudáveis em recursos, combinando reflexão e ação, de modo que o coloque em movimento no seu dia a dia. Utilizo múltiplas linguagens (histórias terapêuticas, imagens, metáforas, hipnose naturalista) considerando o que faça sentido para o cliente e atribuindo o caráter de terapia feita sob medida para cada um que me chega.
Levo para os atendimentos um olhar que enxerga o indivíduo dentro de seus relacionamentos, como parte integrante de um sistema com uma linguagem e uma organização próprias, que são aprendidas, sendo possível dar continuidade ou fazer adaptações as essas redes e teias a partir do momento em que se toma consciência das influências sob a quais se vive.
Nesta visão, terapeuta e cliente formam um sistema colaborativo em que a autonomia da pessoa é estimulada num espaço conversacional aberto à elaboração de novos significados. E é neste espaço, que vejo o sentir e a criatividade (como força de expressão do ser na vida) ganharem especial lugar como caminhos fecundos rumo ao autoconhecimento e a mudança.
Como Terapeuta do Sentir, tomo o corpo como uma via de sabedoria para melhor lidarmos com as emoções. Uma vez que há lugar para o fluxo emocional ser visto, sentido e compreendido, a autenticidade do ser, naturalmente, se revela. E é quando nos aproximamos mais e mais do que realmente somos.

Tempos de Crise: E, agora?
“Crise não é coisa de gente fraca. É coisa de gente humana”. Quem nunca se sentiu paralisado e menor do que o problema que precisava resolver? Ou se viu atordoado, sem chão e incrédulo diante de algo novo, inesperado, perturbador?
A crise nos revela que não estamos prontos diante da vida, essa eterna caixinha de surpresas que nos convida a rir e a chorar sem nenhum aviso. A crise marca aquele trecho da estrada em que as dúvidas e a dor podem servir como grandes puxões para revermos o que até então entendíamos como certo e imexível. Crise é lágrima, mas também aprendizado. Ela pode parecer estacionar em determinados momentos da vida, frente as adaptações, transições e pedidos de mudança. Mas o mais certo é que ela venha em ondas ao longo de toda a vida. De crise em crise vamos nos aproximando de nossas imperfeições, entendendo melhor como funcionamos e nos tornando mais conscientes também de nossas fortalezas, daquilo que nos sustenta. Quando a situação nos conta que as mãos normalmente estendidas já não dão conta de lidar com o problema, é hora de buscar outro tipo de ajuda. Eu quero dizer que estou aqui por você, oferecendo parceria em busca de algum alívio para que possa fincar o pé em terreno mais sólido e restituir a esperança na sua capacidade de tomar a vida de um ponto mais seguro.
Este texto foi em grande parte inspirado pela leitura do livro do Professor Alexandre Coimbra do Amaral- "Cartas de um terapeuta para seus momentos de crise", o qual indico fortemente.
Como eu posso te ajudar, hoje?
Pessoas atendidas: Adultos e idosos

Trabalho com Psicoterapia Breve (PB)
"A terapia está na cabeça do próprio paciente." Milton Erickson
Ofereço uma escuta focada na dificuldade atual do paciente, com a definição de metas a curto e médio prazo. A partir da atenção ao modo como o cliente percebe e interage com o mundo, são pensadas e propostas estratégias que façam sentido a partir das referências do próprio cliente, com ênfase nos recursos que ele traz e no potencial criativo que possui. Por ser uma Terapia Breve processual, não há um número de sessões pré-difinidas, porém o plano terapêutico segue um norte, sendo diferenciado para cada um, com avaliações periódicas durante o processo, quando ocorre o fechamento ou redifinição do ciclo terapêutico, conforme a necessidade identificada segundo cliente e terapeuta.

Trabalho com Regulação Emocional
“Emoção é parte viva que pede passagem” Matheus Cautiero.
A partir da construção de um ambiente seguro, facilito a identificação das emoções como um conjunto de sensações vividas no corpo. Ao acolher as emoções que chegam (da maneira como chegam) é possível que possam seguir um fluxo e cumprir seu ciclo natural de expressão, estimulando a nossa capacidade natural de auto-regulação. Através da auto-observação, do mapeamento das sensações físicas, do acolhimento assistido e aceitação cuidadosa do que o nosso corpo emocional manifesta, este trabalho busca promover a familiaridade com o funcionamento do sistema nervoso, através da experiência corporal dos padrões de resposta emocional, nos colocando mais cientes da relação entre o que sentimos, pensamos e agimos. Espera-se, assim, que os sentimentos que nos atravessam, sem nos inundar ou nos fixar em um único estado emocional, possam cumprir a valiosa função de sinalizar informações que auxiliem num movimento de maior equilíbrio e expansão na vida.

Trabalho com Processos de Perdas e Luto.
“A morte não está esperando por nós ao final de uma longa estrada. A morte está sempre conosco, na medula de cada momento passageiro.” Frank Ostaseski
Ofereço amparo a pessoas em seus processos de perda-morte-transformação. Meu trabalho se afina com a ideia de que a morte não é algo que deva ser superado, mas sim integrado a experiência de cada um, individualmente. Neste sentido, forneço assistência com um olhar dual: acolhendo tanto as dores de lutos simbólicos (transições de vida: términos de relacionamento, mudança de profissão, o início da experiência como mãe, etc.) e da morte, quanto na orientação para a reconstrução de um futuro que, inevitavelmente, segue diferente, de modo que a pessoa possa retomar ou manter o senso de auto agência e organização tanto interna quanto externamente diante dos fins que se apresentam.
Um depoimento generoso:
“Inicialmente nossas sessões se perfaziam no apoio que eu precisava para aceitar a passagem do meu irmão, de uma forma mais sabia, clara, e entendendo que a sua morte também era o fim da sua agonia de dores e do grande sofrimento que a doença trouxe para os seus 39 anos de vida".
"Ana me ensinou a imaginar que aquela imagem tão pesada como concreto em similaridade com o peso que eu carregava com a angústia em ver meu irmão tão mal, poderia aos poucos, a partir da sua morte, ser transformada numa linda imagem de um jardim com flores em crescimento, que prontamente ia tomando o lugar daquela carga dura e pesada de dor."
"Ganhei "colo e abraço fraterno", sempre de forma verbal e virtual, mas nem por isso deixei de receber todo o acolhimento e calor que o seu profissionalismo humanizado foi capaz de passar."
“Sou grata como paciente e acima de tudo como pessoa. Reconheço a grande ajuda que me foi dada, reconheço o amor transmitido. A sua acolhida foi certeira e essencial para a minha jornada.”
T. L., 47 anos, Dentista.
Conheça outros depoimentos clicando no link:
Querida (o) Cliente,
Eu te vejo da maneira que queira se mostrar. Me coloco aberta a escutar e acolher tudo aquilo que quiser trazer para esse nosso espaço. Aqui, tudo que diz respeito a você e a história que te compõe: o antes, o agora e o depois, interessa.
Vou até onde você achar que posso ir com você, mas me dou a liberdade de te convidar a ir além.
Eu te acompanho e topo seguir pela trilha que achar mais confortável, partindo daquele ponto que vem te chamando a atenção pelo motivo que for. Só a gente sabe o tamanho da pedra que incomoda dentro do sapato.
Ao longo do caminho, vou te propor outras formas de olhar uma mesma coisa, essa é a graça dessa parceria. Abrir portas, rever trajetos...seguir. Revisitar lugares, sentir, redimensionar emoções...seguir. Descobrir, integrar experiências, seguir... Tudo isso pode fazer parte desse encontro. Talvez, agora, esteja considerando: “será que eu devo me aventurar nisso"? O medo é bom em perguntar esse tipo de coisa. Aqui cabe o que já dizia Freud: quando a dor é maior que o medo, a gente dá um passo à frente. Te proponho uma mudança assistida, feita com respeito pelo teu momento e a razão pela qual teus passos te fizeram chegar até aqui. Seja bem-vinda (o).
Redes Sociais e Contato
Se você se interessou pelo meu trabalho, envie sua mensagem por aqui, será um prazer falar com você.
Hoje eu atendo na modalidade online e também presencialmente no seguinte endereço:
Rua Sebastião de Barros, 166. Nova Granada. Belo Horizonte/MG
Tel: (31) 9.9130-8899
